terça-feira, 6 de setembro de 2011

Ouço a eloquência desse olhar
 e me encho de perguntas...
Muitas.
Forradas de ontens e hojes,
vestidas com a cor dos amanhãs
que bailam em pupilas,
ainda orfãs de  caminhos...

Moisés Augusto Gonçalves, in Fragmentos impertinentes
Imagem: httphelenan.wordpress.com20081125flickr-da-semana-rebekka

15 comentários:

Francisco Espada disse...

Tan expresivo el texto como los ojos de este niño que dejan a uno inquieto.

Marly Bastos disse...

É Moisés,
Nós que já trilhamos os caminhos do ontem e estamos do do hoje, realmente nos preocupamos de que futuro se fará o caminho desses de olhar tão brandos e que nada sabem da maldade.
Beijokas doces e um bom recesso.

Will disse...

Perfeito, Moysés.

Soube captar em um olhar de forma expressiva e poética trechos de uma vida que foi ou que será.

Abraço!

Gisa disse...

Imagem e texto expressivos e fortes.
Um grande bj

Nayara Borato disse...

Olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Nayara e cheguei até vc através do Blog Viva de deixe viver. Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir um blog do meu amigo Fabrício, que eu acho super interessante, a Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. A Narroterapia está se aprimorando, e com os comentários sinceros podemos nos nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs





Narroterapia:

Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.



Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.

http://narroterapia.blogspot.com/

Cildemer disse...

Sim, quantas incertitudes ao longo do caminho!
Obrigada pela partilha de seu lindo texto e pela ilustração que o acompanha;o)

***
Feliz semana****

as-nunes disse...

Belo e sugestivo post.

A fotografia e o poema em perfeita simbiose, uma maravilha!

Abraço
António

Eva Gonçalves disse...

Inquietante este olhar que nos faz pensar no que poderá estar a pensar... :)

Carmen disse...

Impresionante la fotografía y esa expresión en ella que hace pensar que en vez de un niño se trata en realidad de un adulto que ha vivido muchas cosas, que se pregunta demasiadas cosas para lo que imaginamos habitual en un niño. Es verdad que llena de preguntas, una de ellas es una certeza: que muchos adultos probablemente no han experimentado lo que ese chiquillo ha pasado ya en su corta vida.

Magnífico post, Moisés.

Biquiños.

Carmen.

Maria Emilia Moreira disse...

Como o poeta consegue captar em verso a inocência e o espanto daquele olhar.Quem sabe que caminhos o esperam? Um abraço.

Guaraciaba Perides disse...

A nossa vida é uma eterna indagação...
um abraço

Berzé disse...

Olhares sobre olhares sobre...
Abração, velho!
Berzé

Vinicius. C disse...

Olá meu amigo!
Perdoe minha demora!

Gostei muito de como escreveu, quase pude ver sua testa enfim.. muito bom!

Espero que tenha uma ótima tarde!
Espero por vc no Alma!

Sônia Brandão disse...

Muito bom.
É um olhar que nos faz refletir.

Um abraço.

Nenzito (José Maria Gonçalves) disse...

Esse olhar diz tudo!