domingo, 6 de outubro de 2013

Distâncias...


Não sabia por quantas fomes tinha sido comido;
Quantas auroras não viu, entorpecido.
Apenas que foram muitas.

Fazia tempo que não saboreava um texto,
escrito à tinta e coração;
Que não tocava as faces sem as rugas das mãos,
lapidadas pelo tempo.
Fazia tempo, muito tempo...

Moisés Augusto Gonçalves, in Fragmentos Impertinentes

8 comentários:

Nenzito (José Maria Gonçalves) disse...

A sabedoria se aprende com a experiência e os humildes, nas palavras de Cora Coralina.
Grande!

Mz disse...

Tudo o que é ausência perde-se no tempo.

Resto de um bom domingo.
Abç

CHARO disse...

Una profunda reflexión.Saludos

Moisés Augusto Gonçalves disse...

Bem perto do longe...

Eloah disse...

Que belas palavras!Sentimentos plenos e muita poesia.Encantei-me.
Brisas e flores para você.Bjs Eloah

Steve disse...

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Daniella Ockner disse...

Belas palavras! Consegui entrar numa cena dramática através delas (e foi uam boa experiencia)! Acredito que seja a primeira vez que leio algo aqui do blog e, confesso, fiquei encantada com as imagens todas e a música! Belíssimo! Parabéns pela arte!

Márden Moreira de Carvalho.... disse...

Belo poema!