terça-feira, 2 de julho de 2013

Despertar...



Uma manhã sem sol
sucede a uma noite de luar ausente.
Um abrir de olhos,
o espreguiçar dos ossos,
o despertar é triste.

Lá fora o corre-corre,
o pão-nosso arrancado na marra.
A chuva cai em pancadas e, atrevida corre,
onde na madrugada desmaiou um farrapo humano.
Seu despertar é triste.

Cai uma flor da lapela do bêbado,
zigue-zagueia a fuga, o sentido escapa,
no vazio de uma manhã sem sol.

Aqui dentro,
o amanhecer é o murmúrio de fendas profundas.
Empurrarei as nuvens, quero o meu sol!
Por ora, me banho nas lágrimas de deus...

Moisés Augusto, in ruas vazias de gente

11 comentários:

Dyhego disse...

¡Que siempre amanezca, aunque sea con lluvia!
Salu2.

Rô... disse...

oi Moisés,

hoje me encaixei,
parece que escreveu me vendo por dentro...

beijinhos

Mz disse...

É um facto,
que amanhecer
com sol
torna o nosso despertar
com mais alento.

Moises,
o seu poema é lindo,
mesmo com lágrimas
de
Deus.


Abraço,
Mz



Claro de Luna disse...

Bello poema...lluvia y un despertar triste ...un despertar que se baña en las lágrimas de dios....hermosos versos que nacen de lo profundo del alma.
Cordial saludo
Cristina

Guaraciaba Perides disse...

Melancólico despertar! Precisa ser assim?
Um abraço

CHARO disse...

Un poema precioso, pero ya sabes que después de la tormenta siempre luce el sol que viene a ser la sonrisa de Dios.Saludos

Arnoldo Pimentel disse...

Um belo e sentido poema, parabéns amigo poeta.

Moisés Augusto Gonçalves disse...

Não é que é preciso ser assim...Mas, às vezes o é...Que bom! A gente dá bons mergulhos...!

Moisés Augusto Gonçalves disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nenzito (José Maria Gonçalves) disse...

Amanhecer triste, talvez por isso mesmo fecundo

Mustis disse...

Uskomaton klowni, vei sydämeni kertalaakista:)