terça-feira, 16 de julho de 2013

Desatinos da aurora

O dia chega elegante em seu traje de luz,
radiante nos acenos solenes sobre o dorso da mata,
ainda úmida das carícias do orvalho
que copula em suas folhas.

O sono acorda querendo dormir
em busca de suas fugas e repouso;
pálpebras cerradas desabrocham nas janelas da alma,
vislumbram o porvir nos raios do primeiro sol.

O café do vizinho entra pelas frestas da porta,
que jamais se fecha, escancarada ao mundo;
servido em minhas narinas, 
tem odor de horizontes abertos,
sabor próximo ao do hortelã-pimenta das madrugadas,
timidez de pétalas cansadas de flor,
atiradas no colo da terra.

Moisés Augusto Gonçalves, in Fragmentos Impertinentes

11 comentários:

Rosemildo Sales Furtado disse...

Oi Moisés! Passando para te cumprimentar e apreciar este belo poema, com ênfase para a estrofe abaixo:

O sono acorda querendo dormir
em busca de suas fugas e repouso;
pálpebras cerradas desabrocham nas janelas da alma,
vislumbram o porvir nos raios do primeiro sol.

Abraços,

Furtado.

Nenzito (José Maria Gonçalves) disse...

Lindo, Tocou fundo!

Eko disse...

Kaunista... kaunista...
Tunnelmaa - värejä - compositio ajateltu.
Hienosti kuva-alelle...
Terveisin Eko
Suomi/Lapland/Kuusamo

Rô... disse...

oi Moisés,

delicioso esse despertar com as cores e os aromas que só alguns conseguem perceber...

beijinhos

Guaraciaba Perides disse...

A vida em estado de alegria! Gostei,
Bom dia!
Um abraço

Arnoldo Pimentel disse...

Despertar é sempre preciso.Parabéns amigo poeta.

CHARO disse...

Precioso poema.Saludos

Somente lua disse...

Olá boa noite!Lindo poema. Parabéns pelo blog.
Um abraço.

Lasse disse...

Marvellous shot!

Fabián Madrid disse...

Me gusta lo poco que entiendo del poema.
Um abraço.

Linda disse...

Beautiful music, photo and words.