domingo, 23 de junho de 2013

Naquele lugar

Não darei o adeus da partida derradeira,
nem mesmo deixarei chorar a última lágrima.
É também de permanências
o alicerce de minhas rupturas.
Sei que ficarei e é este meu sentido,
sei que ficarei, coração inquieto,
rebelde, atrevido.

Ficarei no coração partido,
na água que de tanto insistir,
lava, fura, rasga,
a teimosia da pedra.

Ficarei em tua memória
Porque fico em teus olhos,
espreguiçando na rede de tuas retinas
sentindo o mundo da janela d’alma.

Ficarei nos ecos de teus sussurros.
Em particular,
 os deitados nos silêncios das sombras.

Ficarei porque sou muitos,
os que partem deixando o coração,
e com ele tudo;

Os que ficam...E são coração.

Moisés Augusto Gonçalves, in Nos centros de nosso oeste (no prelo)

10 comentários:

Nenzito (José Maria Gonçalves) disse...

Que bom que ficará o coração.

Lasse disse...

Awesome !

Rô... disse...

oi Moisés,

e o que vale é mesmo
o coração...

beijinhos

Guaraciaba Perides disse...

Finalmente o tempo da delicadeza!adorável reflexão!
Um abraço

Moisés Augusto Gonçalves disse...

Sejam bem-vindos aos meus jardins...

Moisés Augusto Gonçalves disse...
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Nenzito (José Maria Gonçalves) disse...
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Paty Carvajal disse...

Escribes muy bello.

Un abrazo.

Arnoya Ari disse...

Grande poema!

Nenzito (José Maria Gonçalves) disse...
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