terça-feira, 4 de junho de 2013

Inteira...

É toda que te quero,
tu que até agora és só metade.
Nudez de Lua,
vestida de sombras da cintura para baixo,
vistosa de encantos e um despudor iluminado.

É toda que te quero,
musa de minhas noites de sertão,
acalentadas pelo chilrear estridente dos grilos,
o coachar harmônico dos sapos,
e o gozo suave de minhas solidões.

Sim, é toda que te quero,
tu que bates às portas de minhas madrugadas,
entras pelas frestas de meus silêncios
e, em sinuosas rotas de fuga,
me tomas todo!

Moisés Augusto Gonçalves, in Fragmentos Impertinentes

8 comentários:

Nenzito (José Maria Gonçalves) disse...

Tá querendo muito...Continue querendo...!

Guaraciaba Perides disse...

você não sabe que a lua é mulher e o seu fascínio é exatamente esse?
Um abraço

Ana Bailune disse...

Boa tarde, Moisés. Que lindo! A única forma de querer verdadeira, é querer por inteiro.

Tito disse...

Legal, já pensou em musicar?
Dariam belas músicas!!!

Arnoldo Pimentel disse...

Um belo querer, parabéns.

Moisés Augusto Gonçalves disse...

Satisfação pela visita. Os jardins estão sempre abertos...

Nenzito (José Maria Gonçalves) disse...
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Nenzito (José Maria Gonçalves) disse...
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