quarta-feira, 15 de maio de 2013

Rotas de fuga



Imagem: National Geografic

Foi no último inverno,
quando meu nome era exílio
e o frio da noite,
o refúgio desnudo de meu tronco retorcido;
a rigidez do solo,
o bálsamo de meus galhos alquebrados
pelo peso da vida
e indagações não respondidas:
as que ficaram e as que se foram,
sem despedidas.

Foi...foi sim...
nos segredos do último inverno,
com as espinhas gélidas de frio,
o coração na mão,
quando inventei rotas de fuga
e me desfiz pelas frestas...

Moisés Augusto Gonçalves, in Fragmentos impertinentes

10 comentários:

Moisés Augusto Gonçalves disse...

Inverno de grande aprendizado.

Nenzito (José Maria Gonçalves) disse...

Pelos lindos e fortes versos, realmente foi.

Ana Bailune disse...

Algumas vezes, senti-me como esta árvore. Lindo demais!

Guaraciaba Perides disse...

Mas, "o pulso ainda pulsa"...e engendrou lindos versos como flores para a nova primavera.
Um abraço

Graça Pereira disse...

Simplesmente....maravilhoso!
Quantas fugas temos de inventar na vida? Algumas são becos sem saída e...voltamos atrás, para começar de novo na esperança que o inverno, traga uma nova primavera.
Beijo
Graça

Arnoldo Pimentel disse...

Frestas de fuga e de recomeço.Parabéns.

varandasazuis disse...

Meu Deus...é muito lindo tudo que vc escreve, sinceramente, me encantei, parabéns! abraços, ania...

Edson Marques disse...

"Desfeito pelas frestas" te vejo recomposto (e inteiro) no outro lado.

Gostei muito das tuas "impertinências"...

Flores.

Moisés Augusto Gonçalves disse...

É o nosso jardim. Visite sempre!

Nenzito (José Maria Gonçalves) disse...
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