terça-feira, 4 de setembro de 2012

Rotas de fuga


Imagem: National Geografic

Foi no último inverno,
quando meu nome era exílio
e o frio da noite,
o refúgio desnudo de meu tronco retorcido;
a rigidez do solo,
o bálsamo de meus galhos alquebrados
pelo peso da vida
e indagações não respondidas:
as que ficaram e as que se foram,
sem despedidas.

Foi...foi sim...
nos segredos do último inverno,
com as espinhas gélidas de frio,
o coração na mão,
quando inventei rotas de fuga
e me desfiz pelas frestas...

Moisés Augusto Gonçalves, in Fragmentos impertinentes

10 comentários:

Claudio Schmitt disse...

Bom dia moisés obrigado pela sua visita e vou seguir seu blog um abraço Claudio Schmitt

Moisés Augusto Gonçalves disse...

Boas vindas! Manterei contato.

Arnoldo Pimentel disse...

Na fuga juntará os pedaços perdidos no inverno e se encontrará.

Moisés Augusto Gonçalves disse...

Foi importantíssimo "encontrar as frestas" pelas quais me desfiz...

Nenzito (José Maria Gonçalves) disse...

Grande poeta: encontrar calor no frio e extrair cantos das dores.

Guaraciaba Perides disse...

A poesia é uma das frestas pelas quais nos encontramos,
Um abraço

Osvaldo Rene Alberto disse...

Se han vestido de nostalgias tus versos Moisés.
Buenas letras amigo.
Un abrazo

Nenzito (José Maria Gonçalves) disse...

Momentos de crescimento!

Mary disse...

Nos segredos do último inverno,noites frias.
é quase uma agonia,uns cantam e outros choram, e aos poetas LHES restam, suas lindas poesias.

Linda semana.

BJOS

ॐ Shirley ॐ disse...

Belos versos, como sempre...Moisés, um beijo!