quinta-feira, 17 de maio de 2012

Todos os gritos

Imagem:  Kaveh H. Steppenwolf


Não gritei todos os meus gritos,
nem tranquei a última porta.
Lavei as escadarias de meu ontem
com leite de cabra no cio.
Esculpo amanhãs paridos das pedras,
trago-os no peito, vestidos de aurora.

Moisés Augusto Gonçalves,  in ruas vazias de gente

10 comentários:

Eloah disse...

Querido estou maravilhada!!!Parabéns pela beleza do poema.
Bom final de semana, que seja vestido de auroras.
Bjs Eloah

Lasse disse...

Great post!

Moisés Augusto Gonçalves disse...

A ilustres visitantes se oferece o melhor de nós mesmos...

Nenzito (José Maria Gonçalves) disse...

Que bom que ainda tenha muitos gritos...Grite................

Carlos Augusto Pereyra Martínez disse...

Gritar desde los adentros. Lavarse las entrañas, para ser otro; más humano. Un poema corto, con gran fondo. Un abrazo desde Colombia. carlos

Guaraciaba Perides disse...

Na plena vigência de todos os sentidos!assim se vive...
Um abraço

Anônimo disse...

Sua sensibilidade adoça nossos sonhos de ser um pouco você.

Seus amigos lá da Bahia

Abç

Moisés Augusto Gonçalves disse...

Os sonhos de vocês engrandecem a vida...

Silenciosamente ouvindo... disse...

Sempre excelente poesia neste blogue.
Desejo esteja bem.
Um bj.
Irene Alves

Márden Moreira de Carvalho.... disse...

Gritos de um coração cheio de vida.