quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Imagem: National Geografic

Foi no último inverno,
quando meu nome era exílio
e o frio da noite,
o refúgio desnudo de meu tronco retorcido;
a rigidez do solo,
o bálsamo de meus galhos alquebrados
pelo peso da vida
e indagações não respondidas:
as que ficaram e as que se foram,
sem despedidas.

Foi...foi sim...
nos segredos do último inverno,
com as espinhas gélidas de frio,
o coração na mão,
quando inventei rotas de fuga
e me desfiz pelas frestas...

Moisés Augusto Gonçalves, in Fragmentos impertinentes

13 comentários:

Lasse disse...

Great picture - spectacular !!

Will disse...

Moyses,
Constatação reverente e posta de forma muito consciente, sem perder o encanto da poesia.
Parabéns!
Ótima quarta-feira!

M. disse...

Voltando de férias (merecidas!!!).

Gostei do que vi...Gosto de aprender:)

Maria Emilia Moreira disse...

Belo poema,com uma lucidez acutilante.Uma boa escolha de foto.
Abraços.

manuel marques disse...

Depois de um mês de férias foi muito bom passar por aqui.

Abraço.

Art disse...

Wow ... amazing picture!

Arnoldo Pimentel disse...

Poema e imagens belos e profundos, parabéns poeta.

Moisés Augusto Gonçalves disse...

As mensagens de todos e todas sempre contribuem...Apontam novos caminhos.

Nenzito (José Maria Gonçalves) disse...

Então, o inverno foi quentíssimo de poesia.

Berzé disse...

Sim, foi no último inverno,penúltima cachaça: tropega, a esperança se despediu, atravessou a rua e dobrou a esquina.Mas, tenho quase certeza, não se despediu com um "até nunca mais".
Abração, Moises!
Berzé

Luna Sanchez disse...

Penso que meus segredos todos estejam nos invernos...todos!

Um beijo.

Eva Gonçalves disse...

Inventamos muitas rotas de fuga... e acabamos desaparecendo nas frestas... fragmentos de nós todos, penso. :)Beijo

Alexandra disse...

Lindo, apenas....