sábado, 30 de julho de 2011

No cais desta vida

Levanto âncoras de pés virgens de estradas e rumos,
cravados ao chão perderam horizontes, tempos e rimas.
Não viram zarparem os navios carregados de gentes
e esperanças que se foram,
embaladas em adeuses sem retornos.

No cais desta vida,
sou a lânguida e última fornalha acessa,
insisto em ficar acordado,
incandescente e alerta,
à espera do barco,
da lenha,
do sussurro no ouvido,
das mãos bailarinas deslizando
nas curvas suaves do gozo de ter-te.

Moisés Augusto Gonçalves, in ruas vazias de gente

20 comentários:

Carmen disse...

Como el faro que mantiene su actividad incesantemente, esperando a pesar de todo, sin importar nada más que lo que en realidad quierer: seguir siendo ese faro, repartiendo y manteniendo esperanzas.

Un abrazo.


Carmen.

Marias Teater disse...

Good to know there are people all over loving, suffering, wanting.... I love some good thoughts in the middle of the vacation

Elaine Crespo disse...

Bom dia Moisés!

Seu blog me foi indicado pelo proprietário do blog poor/art poemas e desenhos, e como gosto de poemas resolvi te seguir já que seus poemas me encantaram!

Parabéns pelo belo blog e um lindo domingo.

beijos,
Elaine Crespo

Arnoldo Pimentel disse...

Muito bom seu poema, uma viagem através dos versos.Parabéns.

Art disse...

Beautiful picture!

SilverLux (Éverton) disse...

Sem palavras belas para descrever minha emoção por sua poesia... apenas lágrimas, arrepios e sorrisos! Obrigado!!!

Nenzito (José Maria Gonçalves) disse...

A gente às vezes precisa de um Porto seguro.

Mercedes Vendramini disse...

Excelente Moisés, excelente!

Mis felicitaciones y saludos!

Scarlet2807 disse...

Un poema hermoso, con unas suaves pinceladas de nostalgia...
Besitos en el alma
Scarlet2807

Moisés Augusto Gonçalves disse...

É uma alegria imensa partilhar esses cantos do coração!

Monja de Clausura Orden de Predicadores disse...

Hola Raúl, vengo a decirte que estoy de vacaciones todo el mes de agosto, necesito descansar, y ponerme al día de la administración de mi nueva comunidad.
Hasta septiembre te dejo un beso de ternura
Sor.Cecilia

Will disse...

As âncoras mais pesadas só são erguidas quando o oceano do nosso querer tomam a leveza dos nossos sonhos.
Parabéns pelo lindo poema!
Abraço e uma ótima semana!

Maria Emilia Moreira disse...

Um bom poema. A escolha da palavra exacta em cada verso casando com a beleza do azul...

Celina disse...

Oi querido poeta, versos lindos que nos emociona, aquí está mais uma amiga para ler e admirar a sua criação, parabens amigo, Um abraço fraterno. Celina.

Sonhadora disse...

Querido Poeta

Que encantamento chegar aqui...os seus poemas deixaram-me sem palavras para comentar.
Obrigada por me seguir...e eu vou voltar se não se importar.

Um beijo
Sonahdora

Moisés Augusto Gonçalves disse...

Sem palavras é forte! Diz muitíssimo...!

Nenzito (José Maria Gonçalves) disse...

Visito muitas vezes e o encantamento cresce...Você fala do mais profundo!

Natália disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Natália disse...

Oii Professor Catatau (Já tive um professor com esse carinhoso apelido,rs)'
Amei o seu blog...
Palavras que tocam no íntimo do ser de uma forma sublime, parabéns!
Estou te seguindo, se quiser aparece no meu cantinho tá?

Bjs=***

Márden Moreira de Carvalho disse...

Levantar âncoras e velejar sem rumos!