terça-feira, 19 de julho de 2011

Despertar

Uma manhã sem sol
sucede a uma noite de luar ausente.
Um abrir de olhos,
o espreguiçar dos ossos,
o despertar é triste.

Lá fora o corre-corre,
o pão-nosso arrancado na marra.
A chuva cai em pancadas e, atrevida corre,
onde na madrugada desmaiou um farrapo humano.
Seu despertar é triste.

Cai uma flor da lapela do bêbado,
zigue-zagueia a fuga, o sentido escapa,
no vazio de uma manhã sem sol.

Aqui dentro,
o amanhecer é o murmúrio de fendas profundas.
Empurrarei as nuvens, quero o meu sol!
Por ora, me banho nas lágrimas de deus...

Moisés Augusto, in ruas vazias de gente

20 comentários:

Paulo Francisco disse...

Engraçado, acabei de fazr um texto sobre o meu desperta.
Gostei deste seu despertar
Um abraço, amigo!

Duh Franzen disse...

Hoje minha manhã amanheceu sem sol...
e eu fico triste porque sou dependente da luz do sol!
Bjs

Moisés Augusto Gonçalves disse...

Sem sol, depois de um luar ausente...
Toca fundo!

Jão disse...

Um despertar triste de quem procura sempre as coisas boas da vida!

Geralmente é assim!


Abraços!

Karla Dias disse...

Que linda poesia....
Gostei desse seu amanhecer para dentro. Beijos

Moisés Augusto Gonçalves disse...

"Amanhecer para dentro"...Gostei muito. Grato, Karla

ONUBIUS disse...

Traduciendolo al español, suena muy bien, no imagino como puede hacerlo en su contexto original, aun así, disfruto de tus letras...

abrazzzusss

Lua Nova disse...

Um despertar triste... mas o dia insiste e quem sabe o sol ainda brilhe... e depois de um banho de chuva a vida parece mais leve.
Lindo, Moisés, tristonho mas muito bonito.
Beijokas.

SOU EU disse...

Também quero meu sol!

Miguel Afonso disse...

O despertar da madrugada, nasce o dia para o poeta, que nem sempre é um dia de sol aberto e a tristeza é imensa...

Monja de Clausura Orden de Predicadores disse...

Moisés, lamento no poder comentarle su poema, el traductor no me funciona, tan solo entiendo palabras sueltas.
Solo sé que no hay que despertar con tristeza.
Con ternura
Sor. Cecilia

Carmen disse...

Triste despertar, triste amanecer. Pero cada uno tiene, si lo intenta, la fuerza suficiente como para despejar esas nubes interiores y dar paso a la luz del sol interno de uno mismo. Con eso ni osuridad, ni luares perdidos pueden.

Biquiños.

Carmen.

Marias Teater disse...

Must be very sad...

Fotokarusellen disse...

Wonderful poem and a great picture. Beautiful work.

Moisés Augusto Gonçalves disse...

"Aqui dentro, o amanhecer é o murmúrio de fendas profundas..."
Grato pela visita e comentários de todos e todas.
Um abraço amigo!

Eva Gonçalves disse...

Os dias sucedem às noites... se ´há fendas profundas, nunca há sol... curam-se as fendas nas fendas do tempo e abrem-se as fendas nas núvens deixando entrar a luminosidade :) Beijo

tecla disse...

Es profundamente bello Moises.
Tiene una dulce melancolía que consuela y reconforta a la vez.Como si el poema estuviese mojado.
Estoy encantada.

Trevor disse...

A super blog.....great blend of images and words.

-Trevor

corazón verde...corazón de letras disse...

A veces despertar duele, pero si no despertamos, entonces jamás estaremos vivos, es como caminar por la vida muertos sin vivir. Abrir los ojos no es malo, a veces duele pero es la única forma de ver la realidad. Muchas gracias por agregarte como seguidor de mi blog. Un saludo.

Maria Emilia Moreira disse...

É belo o seu poema de chuva caindo...
É belo o amanhecer sem sol quando visto pelos olhos de um poeta!
Um abraço.