quarta-feira, 22 de junho de 2011

Foto: João Ripper
Tornado de dedos arrancando o vazio,
desafio que arregaça o calor das mangas maduras,
que desfaz emaranhados dos muitos eus em fuga.
Pupilas dançantes bailando na chuva.
Piuva.
Orquestra de pingos nos is,
secura da terra rachada de sedes,
rede lançada na primeira maré.

Moisés Augusto, in Fragmentos impertinentes

11 comentários:

nfde disse...

Jó reggelt, buona giornata! Tetszik a post!

Arnoldo Pimentel disse...

Muito bom seu poema, arregaçar mangas, lançar redes e quem sabe pescar a água que sacia a sede da terra rachada, água feita de paz para curar a ferida que fizemos na terra.Parabéns.

Princesa115 disse...

Buenísimo poema, me encantó tu blog y me quedo para leerte...

Un abrazo

Soraya Chaude disse...

Parabéns poema lindo.

. intemporal . disse...

.

.

. simples.mente bel.íssimo .

.

. quando a palavra ao ser máscula é prioritaria.mente rainha . coroada de alento e consequente t.alento .

.

. um abraço . poético e pictórico .

.

.

MARILENE disse...

Desfazer emaranhados de "eus" eu fuga é uma grande proeza.
Lindo seu poema.

Eva Gonçalves disse...

Lindíssimo este poema pertinente e é com uma chuva de aplausos que desfaço qualquer equívoco. Gostei! :)

OceanoAzul.Sonhos disse...

Gostei muito do aqui li, muito mesmo.

Um abraço
oa.s

Márden Moreira de Carvalho disse...

Gostei: "arrancar o vazio..."

Nenzito (José Maria Gonçalves) disse...

É mesmo preciso arrancar o vazio! Gostei da poesia!

Moisés Augusto Gonçalves disse...

Ousar...Sempre!