terça-feira, 21 de junho de 2011

Baile de pupilas

Imagem: Olbinski

É só um baile de pupilas
às vésperas da grande cegueira;
olhos dormindo no dorso das coisas,
coisas dormindo na porta dos olhos;
superfícies (in-)vestidas das verdades porosas
 do odor que brota do peito.

Moisés Augusto Gonçalves, in Fragmentos Impertinentes

4 comentários:

Paulo Francisco disse...

E é o começo de tudo...
Muito lindo este poema.
Um abraço

Tania regina Contreiras disse...

Maravilhoso! Não consigo guardar em mim o espanto da beleza...levei ao facebook pra dividir o assombro.
Parabéns!
abraços,

Márden Moreira de Carvalho disse...

Gosto de viajar por aqui: me eleva!

Moisés Augusto Gonçalves disse...

Grato pelos comentários...
São um grande estímulo.