quarta-feira, 25 de maio de 2011

Parla!

Imagem: Ron Mueck

Parla, Mosé! Fala!
Adesso! Agora!
Não o Moisés de Miguel Ângelo,
extraído da pedra maciça e um toque de gênio;
nem o outro, mais antigo e de carne crua,
íntimo daquele “que é o que é”,
Javhé .

Não o das páginas amarelas ou sagradas,
escritas pela extensão das mãos do 'eterno";
não o escultor renascentista,
talhando na pedra e no bronze,
a magia do belo.

Tu, Mosé! Parla!

Ecoa o lamento das gentes,
a ternura que dorme no escuro,
os não-lugares do encontro,
a textura do amor,
e os leitos de lágrimas
que correm alegrias...

Moisés Augusto Gonçalves, in Fragmentos impertinentes

6 comentários:

Guaraciaba Perides disse...

Todos têm a sua valia de acordo com os seus dons...Na história, na arte, na palavra e a poesia que fala da alma do povo e da gente também faz um grande papel.Um abraço.

Berzé disse...

Fala, meu velho!
Abração!
Berzé

MARILENE disse...

Ainda que ele permaneça em silêncio, fale você, faça-se ouvir, e o resultado será parecido com o que objetiva.

Bjs.

Assiria disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Márden Moreira de Carvalho disse...

Falou bonito, Moisés! Continue gritando.

Moisés Augusto Gonçalves disse...

Minha fala é grito!