sábado, 12 de março de 2011

Corte profundo

Imagem: Magritte

Vê se entende:
romper as amarras não é o ocaso.
O pássaro que rompe meu peito,
abraça a aurora.

Vê se entende:
o banquete foi bom,
eu não cuspo nos pratos.
Amei - ainda amo – os convivas,
ainda faço parte da festa...

Todavia, 
não se prende o poeta!!!

Moisés Augusto Gonçalves, in ruas vazias de gente

8 comentários:

Fátima disse...

O importante é fazer parte da festa.
Bom domingo!
Com carinho
Fátima

Cida Leal disse...

Entender o fio afiado que corta, aceitar as cicatrizes. Belíssimo texto! Parabéns!

ANGEL disse...

Lindo poema! E com certeza contempla perfeitamente as palavras finais: Não se prende o poeta. Parabéns!

Bjos

Caleidoscópio. disse...

Como é bom deliciar nas suas palavras, professor Catatau!
Nosso reencontro foi obra do acaso ou quando seguiu o "Caleidoscópio" sabia que o blog pertencia a sua eterna aluna e admiradora. Danielle-Chambinho.

Berzé disse...

O banquete foi bom, concordo. Mas, hoje, falta alguma coisa.Ficou só o cheirinho da cachaça.
Abração Moises!
Berzé

Guaraciaba Perides disse...

Ou seja: "Navegar é preciso"

Romis Lima disse...

Seus poemas são lindos!

Marcio Nicolau disse...

lembre de A defesa do poeta:

"Senhores juízes que não molhais
a pena na tinta da natureza
não apedrejeis meu pássaro
sem que ele cante minha defesa"