sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Sem nome...

Desceu lentamente sobre mim
como a névoa veste a montanha de cinza.
Pisei terras sem chão,
estradas sem rumos,
caminhos do sem-fim.

Dias de abismos e queda livre,
de perguntas voltadas pra dentro,
indagando lugares e ausências,
assombrando as respostas de ontem.

Descida veloz em suas idas,
mais ainda em seus retornos.
Esperanças postadas na fresta da porta,
esboçando um sorriso em vigília.

Moisés Augusto Gonçalves, in Fragmentos impertinentes

7 comentários:

Bruno JP Teixeira disse...

LINDA IMAGEM E BELO POST.

Abrçs.
Bruno JP Teixeira - O Portuga
http://brunojpteixeira.blogspot.com/

Liza Ursu disse...

wonderful prose, beautiful photo.
thank you for sharing.

Runa disse...

Sempre um prazer passar por aqui e beber o néctar dos teus versos.

Abraço

Runa

MIMOSA disse...

Pero las respuestas del ayer no sirven para el hoy, los caminos cambian y también las caídas. La esperanza siempre llega.
Un abrazo

Shirley disse...

Muito bom voltar aqui e ver poemas tão lindos. Beijos!

Sonia Gluten Free disse...

Feliz semana maestro Moises !
un besito con todo cariño
sonia

Élia M disse...

Lindo poema. E a frase do teu template, de Bertrand, é fortemente verdadeira e presente em muitos de nós. Adorei teu blog. :)