sábado, 26 de fevereiro de 2011

Despertar

imagem: autor desconhecido

Uma manhã sem sol
sucede à uma noite de luar ausente.
Um abrir de olhos,
o espreguiçar dos ossos,
o despertar é triste.

Lá fora o corre-corre,
o pão-nosso arrancado na marra.
A chuva cai em pancadas e, atrevida corre,
onde na madrugada desmaiou um farrapo humano.
Seu despertar é triste.

Cai uma flor da lapela do bêbado,
zigue-zagueia a fuga, o sentido escapa,
no vazio de uma manhã sem sol.

Aqui dentro,
o amanhecer é o murmúrio de fendas profundas.
Empurrarei as nuvens, quero o meu sol!
Por ora, me banho nas lágrimas de deus...

Moisés Augusto, in ruas vazias de gente

3 comentários:

Milene Souto disse...

Nossa, lindo e triste Moisés... e a imagem de autor desconhecido, para mim casa muito bem com o poema... sejo nela uma pessoa encolhida que chora... alguém legado ao abandono. Amei! Vou te seguir tb! Beijos, Milene.

http://melodiaemversos.blogspot.com

armalu disse...

adorei seu blog. Muito obrigado pela visita, estarei a sua espera.
bom final de semana. Vou ser sua seguidora.

Belle disse...

Despertar triste...
Bello poema. Una siente ganas de ayudar a empujar las nubes para que salga el sol...

Un abrazo.

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Despertar triste.
Belo poema. Sinto ganas de axudar e empurrar-las nubes para que saia o sol...

Unha aperta

Belle.