domingo, 27 de fevereiro de 2011

Subterrâneos

fotosdehoy.files.word...

Atravesso a urbs entorpecida,
eu e meus demônios,
estrelas sem guia,
carnavais da memória.

Degusto o sabor do pão dormido
que perdeu a hora do almoço,
ensaio um senão 
e flerto um olhar na esquina.

Não mata a minha sede 
a água da fonte que secou
de tanto banhar a nudez coberta de vergonhas.

Nas entranhas da noite fria, 
o coração partido murmura saudades.
A solidão não adiou o encontro sem tréguas.
Mesmo assim, toco o dorso das carnes ausentes
e os fiapos de ti que pulsam em meus dedos.

Moisés Augusto Gonçalves, in ruas vazias de gente

5 comentários:

Belle disse...

La soledad es siempre traicionera.

Un saludo.

Belle.

Shirley disse...

Moisés, lindíssimo poema, do começo ao fim. Delícia ler você. Abraços!

Bruno JP Teixeira disse...

DARIA UMA ÓTIMA MUSICA....
ADOREI A IMAGEM

Abrçs.
Bruno JP Teixeira - O Portuga
http://brunojpteixeira.blogspot.com/

F. Otavio M. Silva disse...

OI,muito interessante seu blog, to passando aki pq vi vc é seguidora do blog do meu amigo, Mailson, e por isso quero convidar vc para dá uma olhada no meu blog http://otaviomsilva.blogspot.com/
desde Já agradeço, Forte abraço

PS; Sigo de volta

Dulce arteonline disse...

"Nas entranhas da noite fria,
o coração partido murmura saudades."

Começo a pensar a partir desse verso e logo me vem a lembrança saudade que não quer calar...lembranças de algo que não volta.

Gostei dos versos
Grande abraço!!