sábado, 22 de janeiro de 2011

Tantos...


Tenho tantos nãos a proclamar, tanta recusa;
tantos sins me fazem fogo e a vida é curta.
Trago víboras no peito e seu veneno rasga,
páginas escritas com tintas de morte.

Anti-heróis cambaleantes se apossam de mim.
Vejo putas peitudas gemendo grana,
bundas tesudas clamando carícias
e orgasmos sonâmbulos em noites de porre,
copulando vadios com sombras e corpos.

Peitos sedentos perseguem lábios carnudos
e o leite – que ausente – matou a criança.
E as tetas e falos e as mãos atrevidas
e o âmago fundido com meus nãos e meus sins
em barras de aço...

Moisés Augusto Gonçalves, in ruas vazias de gente

6 comentários:

Toyin O. disse...

Funny picture:)

Danielle Wolf disse...

Interessante o poema ... Um discurso apocalipse nu, saltando ... realista. Parabéns!
(Eu uso um tradutor online, que podem quebrar)

Humberto Dib disse...

Excelente, Moisés, gostei mesmo!
Um grande abraço desde Argentina.
Humberto.

MAILSON FURTADO disse...

Belo post!

Belo blog...

Parabéns, muito bom!!!

Convidaria vc a conhecer minha poesia..
Ficaria feliz demais!!! http://mailsonfurtado.com

Anga Mazle disse...

Forte e atrevido este poema, Moisés.

Bom conhecer o seu blog.

Beijos

Bruno JP Teixeira disse...

um post muito bom... como no comentario anterior

forte e atrevido.. mas realista.

Abrçs.
Bruno JP Teixeira - O Portuga
http://brunojpteixeira.blogspot.com/