sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Tenho um lugar reservado na mesa
para o amor desconhecido.

Ofereço um brinde ao futuro,
aos seus mistérios e cupidos.

Há sempre uma vaga aberta no coração,
chagado de desejos e taras.
Partido.

Não conheci o amor
vendido nos livros e novelas,
sempre com final feliz.

Recebi muitos xis em meu âmago.
Senti seus grafites,
bebi sua tinta.

A sisudez de meu semblante
fala de recusas e anátemas.

Ouço a voz rouca dos ausentes,
vejo seus esconderijos nas pedras.

Continuo estrangeiro
onde quer que eu vá,
em qualquer lugar.

Moisés Augusto Gonçalves, in Fragmentos impertinentes

4 comentários:

Salina nos trilhos disse...

Moisés: lindo blog. Estou sempre acessando quando tenho um tempinho. Obrigado por se tornar seguidor do blog cajazeirasdeamor.

cleudimar, João Pessoa-Paraíba.

Lis disse...

Gosto de tudo aqui.
Poemas belos e que embalam.
deixo abraços e agradeço a paradinha por lá.

Tanja E. disse...

I would like to read your blog, so it would be great if you place a translator in it! Beautiful photos! Warm regards, Tanja E.

Janaina Cruz disse...

Ah, Moisés, o amor de verdade não se faz como nos livros de romances, temos que ser muito compreensivo para conseguir fazê-los durar.
A poesia é linda, associo-me ao teu blog seguindo o.