segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Ao pé do ouvido...

Nenzito, contador de histórias

Escuta aqui,
bem baixinho,
cá entre nós,
aos pés do ouvido:
carrego fardos de utopias
chorando o presente e
suas fábricas de morte.

E essa dor me dói,
como doem lábios sem beijos e pão,
estradas sem saída,
corpos sem sangue e ternura,
janelas sem horizontes e sentidos.

Dói tanto,
cortando ao meio as esperanças,
que repousam na varanda...

Moisés Augusto Gonçalves, in Fragmentos impertinentes

2 comentários:

Guaraciaba Perides disse...

seu poema me fez lembrar" Morte e vida severina" de tanta tristeza que ainda existe pelo Brasil...e pelo mundo ainda tão desigual.Um abraço

Thaís Livramento disse...

Catatau!!!
Que saudades meu prof e amigo!
Sou sua fã e vc sabe disto!
Te sigo!
Dê uma passadinha em Sinais de Mim também...
Bjão!