domingo, 24 de outubro de 2010

Luares e jardins

O luar do sertão invade meu jardim,
faz sorrir meus cansaços
e o botão de rosa amarela,
que desabrocha na magia da noite.

Luar respingado
- de quando em vez –
de chuva fina,
parto de pétalas,
intermitências molhadas de flor.

Inspiração de violeiros e poetas,
do sertanejo banhado dos suores do dia,
da ‘quentura’ das jornadas.
Razão das cachaças,
frescor dos desejos,
colados na pele,
calados no peito,
cravados na luta pelo pão.

Canção dos amantes,
partitura afinada nas cordas do tudo simples,
encanto florido,
sentido do avesso.
cerrado aberto,
Cordis...do coração!

Moisés Augusto Gonçalves, in Depois de muitas luas

4 comentários:

Regina Laura disse...

Oi Moisés, vim retribuir sua visita a meu blog e me encantei com tudo por aqui.
Você tem o dom da palavra.
Que lindo o que escreve!!
Fiquei lendo os trechos de poesia na lateral direita do blog, a dedicatória, as fotos...tudo muito bonito. De emocionar mesmo.
Ainda há muito para ler.
Já vi que daqui não saio mais..rs
Ótimo domingo para você!
Beijos

Tati Santana disse...

Tudo aqui é feito com uma maestria incomparável! Meus parabéns!!! Amei suas palavras... Visitarei seu espaço mais vezes! Tenha um belo domingo! Beijos...

Antonio H. Martín disse...

Obrigado, Moisés. Encantam-me teus poemas e as imagens que os acompanham. Um saúdo.

Antonio HM.

Guaraciaba Perides disse...

Lindo poema! Lua e flor sãa dois fetiches dos poetas.Parabéns