sábado, 23 de outubro de 2010

Fragmento XXVI

Imagem: National Geografic

Sei que são confusos
e tantas vezes desconexos meus versos,
paridos nos atropelos da labuta.
Navega neles
o melhor e o pior de mim.
Retrato das múltiplas batalhas
que travo em minhas entranhas,
curriculum de triunfos e derrotas.

Perdi a métrica e a rima na última vez
em que tentei mensurar
minhas paixões desenfreadas,
enquadrar a malícia luxuriante
de olhos em busca de silhuetas carentes.

Moisés Augusto Gonçalves, in Fragmentos impertinentes

6 comentários:

citadinokane disse...

Augusto,
Gosto de poesia e o mundo virtual me direcionou ao "Depois de muitas luas" para sorver o "fragmento XXVI"...
Que venham outros fragmentos, já estou a te seguir.
abraços,
Pedro

JB disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
JB disse...

Escrevendo assim, a poesia não precisa da métrica, toda ela se veste da maestria pintada pela alma em palavras que enchem os seus versos...

Beijinho

Jose Ramon Santana Vazquez disse...

...y
la piel
de la
noche
hizo
un revés
un hueco
hermoso
y en él
MOISES
te vés...



querido amigo , saludo tu bella
poesia y envio mis mayors deseos
de amistad y comunicabilidad en
sintonia.un fuerte y calido
abrazo de letras, atetamente:


j.r.s.

Moisés Augusto Gonçalves disse...

Gracias, hermano!

Guaraciaba Perides disse...

Todos os versos são livres
Quando vêm do coração
Se neles se põe a alma
sejam rimados ou não...
A harmonia vem de dentro.Um abraço