quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Imagem: National Geografic

Foi no último inverno,
quando meu nome era exílio,
e o frio da noite,
o refúgio desnudo de meu tronco retorcido;
a rigidez do solo,
o bálsamo de meus galhos alquebrados
pelo peso da vida
e indagações não respondidas:
as que ficaram e as que se foram,
sem despedidas.

Foi...foi sim...
nos segredos do último inverno,
com as espinhas gélidas de frio,
o coração na mão,
quando inventei rotas de fuga
e me desfiz pelas frestas...

Moisés Augusto Gonçalves, in Fragmentos impertinentes

2 comentários:

micaminodetrader disse...

Boa Noite, eh un honor para mi tenerle de seguidor, falo moiti mal portugués, moito brigado.
So micaminodetrader.

EROS HERIDO disse...

Es rico conocer personas que en estos tiempos modernos en los que no se sabe valorar las cosas sublimes, escriban y nos deleiten con la bella poesía, lenguaje de enamorados y locos... Éxitos.