quinta-feira, 22 de julho de 2010

Confiteor

Confesso.
Já faz tempo, vivo um triângulo amoroso.
Desses sem ângulos que estreitam
ou pontas que expulsam;
desses que alargam o olhar,
o tamanho da alma
e agigantam os sonhos.
Nós três:
coração,
livros,
teclado.
Sem culpas!

Moisés Augusto Gonçalves, in Depois de muitas luas 

3 comentários:

Solange Ayres disse...

Quem diria que poderíamos assim facilmente "poetar" sem sermos perturbados por sensuras e mesuras? Me lembro do mimeógrafo à álcool, da tinta azul sobre o papel e os panfletos cuidadosamente impressos, (de esquerda entanda-se)com mensagens de protesto. Hoje nos deliciamos com a tecnologia. Ela proporciona (quase) infinitas posssibilidades de nos comunicarmos, sem cheiro de, sem trabalho, apenas o clicar. Que mundo esse, heim? Ocupei esta tribuna para falar de comunicacao,comunica a acao.
Sua poesia triangular me agradou muito.
Saudacoes
D`Este País, Alemanha
Solange Ayres

Moisés Augusto Gonçalves disse...

Solange,

é sempre muito bom ler seus comentários...
Beijos!

Pablo Casarino disse...

Fantástico meu caro. Abraços