segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Lucidez-menina


Uns poucos livros largados sobre a mesa e o sofá.

Uns poucos amigos incrustrados no peito.

Sete doses de cachaça mineira e um desatino.

Dias e noites - a trama da vida -

traçados em fios de algodão e cânhamo.

Fortaleza de leveza e viagens pr’além-mares,

eus forjados em caldeirões de loucuras,

lucidez-menina em lombo de burro velho.



Moisés Augusto Gonçalves

Um comentário:

margareth franklin disse...

O poeta é um fingidor, disse Pessoa.
O poeta é um ourives que desenha filigranas impossíveis.
O poeta é um inventor de palavras fáceis, que se organizam nos círculos de fumaça, nos vapores destilados que perfumam a casa.Silêncio. Céu cheio de buraquinhos de estrelas. Sertão. Ser-tão...