terça-feira, 3 de março de 2009


Cheirando á roça

Tô com cheiro de roça
de leite tirado na hora
de menino que chora
as tetas da mãe.

Tô com cheiro de caboclo matreiro
de cavalo ligeiro
e de água
fazendo amor com as pedras.

Tô com gosto de franguinho caipira
e de fruta mordida
e de mato
e de excremento de vaca.
Tô que tô...

Moisés Augusto Gonçalves, in ‘Ruas vazias de gente’

Um comentário:

Anônimo disse...

valeu catatu do mato de cordisburgo