terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Olhar


Olhos castanhos invadidos de verde,

folhagens de tetos de gruta,

Maquiné escondida na encosta do morro,

revelada em piscadas,

refletida na retina e no verso.

Encanto desenhado em pupilas,

segredos contados na boca da mata,

falados na voz do cerrado,

cantados em sinfonia de cipó cravo,

sussurro de vento,

da chuva que não veio,

dos traços de Guimarães,

das Rosas,

pequizeiros,

e outros causos...

Moisés Augusto Gonçalves
Cordisburgo, 03-02-09
1 h e 29’

2 comentários:

Gelson disse...

PARÁFRASE DE MOISÉS

Gelson Luiz



Quem é esse Moisés que aprende
Com o nada o lirismo que encanta?
Será que é o mesmo que
Desde menino, galgava desertos?
Arrastando homens e mulheres,
Rompendo os mares,
Vermelhos de fome?
Que viu a sarça ardente
Como flor dos hebreus,
Inspirando versos meus...

Oh Moisés! Onde voce estava
A redigir mandamentos?
Seu primogenito Gerson
Tão carente das rimas
E dos seus pensamentos,
Até ver o seu blog
Lia tudo e relia,
Buscando a poesia
Distante e ausente,
Sem saber te seguia
Vazio, em suas ruas
Vazias de gente...

Gelson disse...

Olá Grandioso poeta! Quem me lho apresentou foi o Marcos Vinícius.
Essa é a homenagem revisada, tire-a dos comentários do "Badalos", pois lhe enviei afoitadamente.